Pedra da Mina na Travessia da Serra Fina

20 de abril de 2017

Saindo do Acampamento Maracanã

Acordamos antes do sol nascer, fizemos nosso café da manhã (achocolatado, pão sírio com salame, polenguinho e aveia com leite em pó). Desmontamos as barracas e começamos a caminhada do dia de hoje, que seriam cerca de 8 horas, até a Pedra da Mina. O dia estava lindo: céu azul com poucas nuvens.

Já saindo do acampamento há uma extensa área de bambuzal, que agarra nos seus braços, mochilas, cabelo; quase impedindo que você passe. É necessário fazer uma força extra para transpor esses obstáculos.

Nesse trecho também tem muito capim alto, que fura e corta os dedos e mãos. É bem interessante usar luvas para proteger-se. Para proteger os braços uma boa dica são as camisetas de manga longa. Eu usei o tempo todo a capa de chuva da mochila para evitar que os bambus e enroscos agarrassem as fivelas e outros detalhes dela. Fica a dica!

O dia de hoje era longo mas com bem menos subidas fortes que enfrentamos no dia anterior.

Cachoeira Vermelha

Após algumas horas caminhando entre subidas, descidas e enroscos, chegamos em um campo com uma linda Cachoeira Vermelha. Não é um ponto de água bom, mas em uma emergência é possível pegar água ali. Fomos buscar água para experimentar e ela tem gosto forte de ferro. Preferi só experimentar mesmo, já que estava com as garrafas cheias.

Cachoeira Vermelha

Subida para a Pedra da Mina

Rio Claro

Aos pés da última subida para a Pedra da Mina fica o melhor ponto de água do dia de hoje. É uma das nascentes do Rio Claro, que passa em volume maior mais abaixo, cruzando a Rodovia Dutra.

Cruzamos esse rio e em um campo aberto próximo, almoçamos e descansamos cerca de 1 hora, já que faltava 2 horas até o destino final. Um dos nossos amigos da travessia teve coragem e se refrescou nas águas desse rio, que formava um poço muito bonito por ali. Corajoso esse menino!

 

Pedra da Mina (2.798m)

Abastecemos nossas garrafas no Rio Claro e seguimos para a subida. Apesar de não aparentar, ela é bem tranquila. Subimos em 1:30h em um ótimo ritmo. A emoção de estar na quarta montanha mais alta do Brasil é indescritível!

Lá em cima há vários lugares de acampamento, alguns demarcados com muros de pedras. Como estávamos sozinhos fazendo a travessia, havia lugar de sobra. Mas nos relatos que li pela internet, se você quiser ficar no cume da Pedra da Mina, precisa chegar cedo, pois as vagas são bem disputadas.

No final da tarde vimos um espetáculo da natureza ímpar: um dos mais lindos pôr do sol que já presenciamos.

De noitinha fizemos nosso jantar (carne desfiada Vapza e purê de batatas) e fomos descansar.

Ah! Tem vlog do dia de hoje! Confira!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *