Baependi x Aiuruoca: cachoeira do Charco

07 de setembro de 2017

Travessia Baependi x Aiuruoca

Desde que vimos o vídeo da Keila Beckman sobre a travessia Baependi x Aiuruoca em MG, ficamos encantados (tanto pela paisagem como pelas cachoeiras) e decidimos conhecer nesse último feriado. Tínhamos somente 4 dias para fazê-la e com seus quase 50 km, junto com a subida ao Pico do Papagaio e a restrição de poder acampar no Totem Santo Daime, seria necessário mais dias. Então, nós e um ótimo grupo formado pelo guia Carlos Moura da Mantiex, resolvemos ‘pular’ os primeiros 13 km do primeiro dia da trilha tradicional e começamos a travessia pela Cachoeira do Juju. Sábia escolha, pois aproveitamos muito mais.

Nota: A travessia Baependi x Aiuruoca fica o tempo todo dentro do Parque Estadual Serra do Papagaio, que abrange os municípios de Baependi, Aiuruoca, Alagoa, Itamonte e Pouso Alto, no Estado de Minas Gerais. Mas infelizmente há ainda uma liminar judicial que ainda não determinou se a área onde fica o Totem Santo Daime é uma Reserva Particular ou se é área do Parque e por isso é necessário autorização para acampar nesse local. Infelizmente não conseguimos essa autorização e por isso nossa logística dessa travessia ficou um pouco modificada.

Cachoeira do Juju

Chegamos na entrada de acesso à Cachoeira do Juju de carro 4×4 (estrada de chão em boas condições) e um motorista retornou com o carro até a cidade de Baependi, pois o mesmo iria nos buscar na Cachoeira do Garcia, nosso ponto de resgate, dali a 4 dias.

Do estacionamento até a cachoeira andamos cerca de 20 minutos de subida. Lá em cima há uma boa área de acampamento (normalmente ali é o acampamento do primeiro dia de quem faz a travessia completa, saindo do Bairro da Vargem). Ficamos ali um pouco, apreciando a linda queda e suas águas translúcidas. Era muito cedo para um banho e a água estava gelada!

Cachoeira do Juju

Ali, havia uma cachorra ‘vira lata’ que começou a nos seguir, mesmo após nossas várias tentativas de fazer ficar. Estava muito magra e parecia que conhecia a trilha. Ela nos acompanhou nos próximos 3 dias. Sem querer eu descobri o nome dela: Belinha. A chamamos de vários nomes e ela atendia prontamente por Belinha.

Seguimos morro acima (as placas indicativas para Pico do Chorão) em meio a vegetação muito seca. Subimos cerca de 40 minutos até chegarmos em uma área em nível. Descemos e subimos de novo! No platô pudemos avistar ao longe as Agulhas Negras do PARNA Itatiaia, um pedaço da Serra Fina e o Vale das Araucárias.

Vale das Araucárias

Entramos em um vale com mais alguns pontos de água, que mesmo na estiagem desse ano, estavam cheias e límpidas. Nesse trecho, caminhamos sob sol e o consumo de água foi alto. O sol castiga mesmo. Por isso a proteção com camisetas manga longa, bonés com abas e protetor solar são essenciais. Não descuide nem de seu couro cabeludo.

Espraiado

Paramos para ‘almoçar’ numa área chamada Espraiado e ficamos ali descansando e esperando o sol baixar um pouco. Depois fomos ao ‘Poço Fundo’, lindo local para banho. Faltava menos de 1 hora para nosso destino final do dia de hoje: Cachoeira do Charco.

Espraiado

Poço Fundo

 

Nota: Normalmente as pessoas que fazem a travessia Baependi x Aiuruoca, acampam no Totem Santo Daime. Não seguimos até lá nesse mesmo dia, pois não conseguimos autorização para acampar no local. No dia seguinte os guarda parques estavam de marcação no Totem, pois sabiam que haveriam vários trilheiros tentando acampar lá, por causa do feriadão. Um grupo que vinha atrás da gente foi proibido de acampar lá e seguiram direto até o Retiro dos Pedros (nosso acampamento do dia seguinte), chegando por lá em torno das 21h.

Cachoeira do Charco

Chegamos ao nosso acampamento, próximo a Cachoeira do Charco, logo após o almoço. Foram poucos km nesse primeiro dia, apenas 6,5 km. O dia mais longo seria o dia seguinte (cerca de 13 km). Mas como mencionei acima, não queríamos correr o risco de ter que tocar até o Retiro dos Pedros.

A cachoeira do Charco é linda! Tomamos banho nas suas águas frias, e após isso, um enxame de abelhas Irapuãs nos atacaram. Ainda bem que elas não têm ferrão. Mas uma abelha danadinha africanizada (a que ferroa) me picou bem no bumbum. Ai que dor! Risos.

Cachoeira do Charco

Abelhas Irapuãs

Fizemos nosso jantar (uma deliciosa sopa de legumes, carne moída e ovos) e fomos descansar!

Tem vlog desse dia! Confere aí!

4 comentários sobre “Baependi x Aiuruoca: cachoeira do Charco

    1. Admin Autor da Postagem

      Olá Helbert!
      Sim, trilhar por essas lindas terras do Brasil sempre é bom!
      Incentivar seus filhos, melhor ainda!
      Gosto e respeito a natureza devido ao incentivo que, desde criança, meu pai reforçou.
      Volte sempre! Temos sempre dicas novas de outros roteiros e destinos.
      Abraço!

  1. Jorge Rosalino

    Conheci essa região em 1970… só havia estrada de chão, nada de asfalto… uma aventura e tanto chegar, só jeep willys mesmo, tração nas 4, um barato. Gente humilde e simples, Aiuruoca era uma delícia, povo super feliz e receptivo… acampamos pela região. Fomos ao “pico do papagaio” com o saudoso Sr. Raul e uma turma boa, amigos que fizemos e que agora nos resta ‘saudades’ daquele tempo maravilhoso. Vocês fizeram eu recordar de momentos preciosos de minha vida. Obrigado!!!

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