Salar de Uyuni alagado

29 de dezembro de 2017

Saindo do Hotel de Sal

Acordamos cedíssimo (4 horas da matina) para pegar o nascer do sol no Salar de Uyuni que estava alagado. Dormimos super bem, mas infelizmente um ser desconhecido (provavelmente uma aranha) me deu 4 picadas na minha mão direita e na hora coçou muito. Achei que era mosquito e não dei muita importância (apesar de não ter visto nenhum mosquito por ali). Mas no decorrer do dia, essas picadas foram inchando e inflamando e passei Fenergan creme, que tinha na minha bolsa de primeiros socorros.

Nascer do Sol no Salar de Uyuni alagado

Ao sair do hotel já percebi que estava frio. Coloquei todos meus casacos que tinha levado e o guia ligou o aquecedor do carro. Lá pelas 5:30h paramos no meio do Salar de Uyuni que estava alagado para apreciar e fotografar o lindo nascer do sol, com cores entre o vermelho, amarelo, azul e rosa. Incrível!

Salar de Uyuni alagado

Isla del Pescado (Isla Incahuasi)

Em torno das 9h chegamos nessa linda ‘ilha’ que fica no meio do salar. É chamada assim pois a 40 mil anos atrás o salar de Uyuni era um grande lago. Após secar, a ilha ficou, junto com outras 33 ilhas, como pontos de terra firme no meio do salar. Seu nome se deve ao fato de quando o salar está alagado, sua vista de longe lembra um peixe.

Essa ilha possui cactos gigantes em seu entorno e pode-se fazer uma pequena trilha até seu topo (paga-se entrada) ou você pode gratuitamente fazer uma caminhada ao redor dela. Resolvemos caminhar ao redor, já que as imagens com o salar alagado estavam excelentes. Pagando-se a entrada na ilha você tem direito ao banheiro.

Ali mesmo o guia preparou nosso delicioso café da manhã.

Monumento das Bandeiras, Dakar e Museu de Sal

Depois fomos até o Monumento das Bandeiras, Museu do Hotel de Sal e Monumento Dakar. Ficamos ali quase 30 minutos. No Museu há banheiros disponíveis e vende-se bebidas. O monumento Dakar é uma homenagem ao rally que passa próximo ao salar em janeiro de cada ano.

Monumento das Bandeiras

Museu do Hotel de Sal

Monumento Rally Dakar

Ojos del Salar

São pequenas lagoas que borbulham como se tivessem em água fervente. Na verdade essa borbulha se deve ao respiro dos gases formados sob o salar, que encontraram ali um local de escape. O cheiro de enxofre é característico.

Colchani

Paramos nessa pequena vila para almoçar e comprar alguns artesanatos. O preço das peças vendidas aqui é bem em conta. O almoço foi feito pelo guia e estava abundante e muito gostosa.

Cemitério de trens

Nessa área ficava uma estação de trem que carregava sal que era levado para o Porto de Antofagasta (no Chile). Segundo o guia, não havia mecânicos no local, então quando uma locomotiva ou vagão quebrava, eles eram abandonados aqui. Em 1890, a exportação parou e tudo foi abandonado nesse local. Muitos vagões, apenas carcaças, já que moradores locais retiravam suas peças metálicas mais valiosas e vendiam.

Cidade de Uyuni

Chegamos em Uyuni as 13h e esperamos até as 16h nosso carro que nos levaria de volta a divisa com o Chile em San Pedro de Atacama. Na cidade fui procurar uma farmácia que me indicassem um remédio para sarar das picadas da aranha, mas estavam todas fechadas.

Rota que fizemos em 2009 por San Juan e a rota que fizemos agora por Mallcu Villamar – mapa da agência

Alojamento em Mallcu Villamar

As 16h o novo guia foi nos buscar na agencia em Uyuni e nos levou por uma outra estrada até Mallcu Villamar, no mesmo alojamento do primeiro dia. Foram cerca de 3 horas de estrada de chão em pleno deserto. Fomos sem paradas até lá. No alojamento jantamos outra macarronada simples, sem proteína nenhuma. Banho quente, é necessário pagar 10 Bolivianos por pessoa.

No dia seguinte

30 de dezembro de 2017

Acordamos cedinho e sem café da manhã e com muito frio pegamos a estrada. Foram mais 3 horas no deserto, por um caminho diferente da vinda. Chegamos na Laguna Blanca onde o guia nos fez um delicioso e recheado café da manhã, com frios e tudo mais. O melhor café da manhã de toda a travessia.

Chegamos na aduana boliviana logo em seguida, e como tínhamos entrado com nosso RG passamos sem dificuldades, apesar do guarda tentar nos cobrar 15 Bolivianos. Respondi que não tínhamos e só quem entrava com o passaporte é que teria que pagar por causa do carimbo. Ele fez cara de ‘mal amado’, perguntou quem era nossa agência e guia. Respondemos e ele resmungou com o oficial ao lado em alguma língua que não era o espanhol. Fez mais uma vez uma cara muito feia e deixou a gente passar.

Precisa pagar para sair da Bolívia?

Essa pergunta que não quer calar. Muitos brasileiros e estrangeiros se questionam se é legal ou não essa cobrança. Segundo minhas pesquisas, NÃO É LEGAL! Os guardas cobram e ficam com esse dinheiro como gorjeta. Não há lei boliviana que tenha essa regulamentação. Mas como parece que a Bolívia é um país onde não respeitam as Leis, eles cobram na maior cara de pau. VOCÊ TEM TODO DIREITO DE NEGAR A PAGAR e não há sanção nenhuma se fizer isso. Eles podem até te dar um ‘chá de cadeira’ para deixar você sair, mas não tem como te exigir esse pagamento. Daí vai de você querer pagar ou não.

Tudo bem, 15 Bolivianos são só R$7, mas fizemos questão não pelos 7 Reais, e sim pela injustiça de exigir alguma coisa que não é Lei, querer ganhar em cima dos turistas e achar que somos trouxas e pagamos pois estamos com medo deles. Não demonstre medo. Eles não podem fazer nada. E há quase uma centena de pessoas ali como testemunhas.

Voltando a San Pedro de Atacama

Chegamos em San Pedro na hora do almoço e fomos comemorar nossa jornada com nossos novos amigos no Restaurante Barros, um dos melhores na nossa opinião na cidade.

Voltamos a pousada Mamatierra e fomos descansar.

Veja o vlog desse dia de aventura no Salar de Uyuni Alagado:

 

 

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